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11/25/2009

Do Rebelión

Tragicómix

Umpierrez

11/18/2009

Blecaute, por Luiz Pinguelli Rosa

Ainda pairam algumas dúvidas sobre o blecaute que atingiu vários Estados brasileiros, mais drasticamente São Paulo e Rio de Janeiro. É preciso esclarecer, porém, que o ocorrido na terça-feira foi totalmente diferente do chamado apagão de 2001, quando o governo decretou um racionamento obrigatório de energia elétrica para toda a população, sob pena de desligamento de residência ou empresa por alguns dias caso não fosse cumprido o corte no consumo.
Naquela ocasião, havia falta de energia para atender a demanda, pois esta vinha crescendo mais rapidamente do que a capacidade instalada no país. Enquanto houve chuvas suficientes para a geração hidrelétrica, o sistema funcionou e o problema foi adiado. Quando as chuvas se reduziram, os reservatórios estavam vazios e faltou energia no sistema.
Alertei o então presidente Fernando Henrique Cardoso por uma carta, como coordenador do Instituto Virtual da Coppe/UFRJ, e cheguei a conversar com José Jorge, à época ministro de Minas e Energia.
Naquele caso, houve falta de investimento. As estatais elétricas, a começar pela Eletrobrás, reduziram seus investimentos, pois aguardavam a privatização. Já as empresas privatizadas, a maioria delas distribuidoras nos Estados, pouco investiram.
O problema da última terça-feira tem mais semelhança com o blecaute de 1999, que também desligou São Paulo e muitas outras cidades, algumas por muito mais horas do que o recente incidente. Aquele problema se originou em uma subestação de transformadores em Bauru (SP), causado por uma sobretensão elétrica supostamente devida a um raio que atingiu a linha de transmissão a muitos quilômetros de distância e se propagou até a subestação -que deveria estar protegida. Como não estava, o sistema falhou.
O que ocorreu nesta semana foi a interrupção de três linhas que trazem a energia de Itaipu ao Sudeste, acarretando o desligamento de todas as turbinas da usina e causando o desligamento de várias outras linhas em cascata. Daí a propagação do blecaute ter atingido tantas cidades. O efeito é como uma série de pedras de dominó que caem uma por cima da outra.
O desligamento das linhas em sobretensão é correto, pois as protege e evita danos a equipamentos e perdas de transformadores por sobrecarga.
Portanto, o desligamento automático das linhas de transmissão é inevitável em certos casos críticos como o de agora. Os efeitos seriam muito piores se o desligamento não ocorresse.
No entanto, algumas questões ainda precisam ser respondias. A primeira delas é o que causou a sobrecarga. Uma hipótese aventada é que raios tenham causado tudo isso. Três linhas sofreram colapso, embora todas sejam protegidas por para-raios, que são fios paralelos ao longo das linhas.
Talvez uma delas tenha sido atingida, a sobretensão tenha se propagado indevidamente para dentro da subestação em que as outras também tenham sido afetadas. É uma hipótese.
Como evitar a repetição de blecautes? Não há sistema tecnológico com 0% de falhas. O que pode ser feito é minimizá-las, tanto na frequência de ocorrências desse tipo como na gravidade delas.
Eliminar o uso da transmissão de longa distância seria uma bobagem, pois o Brasil é uma Arábia Saudita hidrelétrica. Integrando em um longo tempo a energia que se pode obter do potencial hidrelétrico brasileiro, o resultado é maior que a energia do petróleo do pré-sal.
O sistema interligado é inteligente, pois otimiza o uso da geração hidrelétrica, complementada por outras fontes.
Uma proposta que tem sido recentemente estudada em todo o mundo é o de redes elétricas inteligentes, ou seja, fazer uma gestão melhor das redes para diminuir incertezas, evitar problemas de pico de tensão e falhas, com um sistema de contr ole ponto a ponto ao longo das redes.
Nos Estados Unidos, Nova York sofreu um blecaute em 2003 que, sob certos aspectos, foi mais grave.
Há poucos meses, o professor Pravin Varaiya, da Universidade da Califórnia, em Berkeley, esteve no Programa de Planejamento Energético da Coppe para participar de um seminário sobre essas redes inteligentes de energia elétrica. Mas os estudos ainda precisam avançar, inclusive para prevenir vulnerabilidades como o acesso indevido à rede por hackers.
O que se mostrou vulnerável aqui no nosso caso foi a enorme extensão da área atingida e a grande população que sofreu as consequências, pois não se conseguiu ilhar a propagação do efeito para circunscrever suas consequências a uma região menor. É necessário apurar os fatos para corrigir as falhas e aperfeiçoar o sistema.
* Luiz Pinguelli Rosa , 67, físico, é diretor da Coppe-UFRJ (Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia da UFRJ) e secretário do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas. Foi presidente da Eletrobrás (2003-04).
Publicado na Folha de São Paulo, seção Tendências/Debates, em 13/11/2009

11/15/2009

Água

11/14/2009

DEPOIS DO APAGÃO – Alberto Dines

 As responsabilidades da mídia
Por Alberto Dines em 13/11/2009 (Comentário para o programa radiofônico do OI, 13/11/2009)
 
Além da corrida para descobrir as causas do apagão da terça-feira (10/11), a mídia está empenhada em, pelo menos, mais uma competição: qual o apagão mais grave, o de Lula ou o de FHC, em 2001?
Até agora não apareceu um modelo ou aparelho medidor de apagões e, mesmo que apareça, a questão é enganosa, acionada por uma radicalização política que a mídia não deveria encampar.
O que se torna necessário neste momento não é um ranking dos apagões – ou black-outs – mas uma mudança de mentalidade capaz de acrescentar aos grandes projetos sistemas de acompanhamento permanentes. Barragens, estradas, portos, aeroportos, escolas ou hospitais nunca deveriam ser considerados definitivamente prontos. São ações permanentes, contínuas.
A pressa em festejar o fim de uma obra pública leva os políticos a imaginar que a sua missão foi cumprida ao descerrar a respectiva placa comemorativa. Na verdade nosso mal é a febre das inaugurações, a ânsia de cortar fitas sem dar atenção às obras complementares integradoras.
Pauta contínua
Nossa rede de geração e distribuição de energia elétrica estará sempre defasada e obsoleta se não for permanentemente monitorada, reparada e implementada.
Catastróficas enchentes se sucedem em todo o país ao longo do ano provocadas pelas mais variadas causas – sobretudo pelo aquecimento global – mas ninguém vai verificar como está o desempenho das represas e canais recentemente inaugurados para resolver o problema.
O sistema de agências reguladoras foi criado justamente para manter alto o padrão de funcionamento dos serviços públicos, mas quem regula as agências reguladoras? Teoricamente o Legislativo, mas o nosso Legislativo está gazeteando há quase um ano. Restam os tribunais de contas, o Ministério Público e... a mídia.
Se a mídia converte tudo numa rinha de galos e esquece de concluir o que levantou no mês passado fica difícil evitar que os apagões virem moda.
 
11/11/2009

Indígenas anunciam confronto caso seja aprovada a hidrelétrica de Belo Monte

Foto de Daniel Beltrá, cortesia, The Prince’s Rainforests Project and Sony

 

Foto de Daniel Beltrá, cortesia, The Prince’s Rainforests Project and Sony 

O aviso está em uma carta enviada a Lula por indígenas de pelo menos 15 etnias diferentes. O documento também foi encaminhado ao presidente da Funai

Aline Scarso, Radioagência NP
Indígenas anunciaram que estão dispostos a entrar em confronto com os brancos, caso seja instalada as obras da hidrelétrica Belo Monte, no curso do Rio Xingu, no Pará. O aviso está na carta enviada ao presidente Lula por indígenas de pelo menos 15 etnias diferentes, que estiveram reunidos até segunda-feira (02) na comunidade Piaraçu, em Mato Grosso.
O documento também foi enviado ao presidente da Funai (Fundação Nacional do Índio), Márcio Meira, que é favorável à construção da usina. As comunidades tradicionais acreditam que um possível confronto pode ocasionar mortes, mas não vêem alternativa diante do descaso do governo.
Segundo eles, a hidrelétrica Belo Monte irá inundar suas terras, além de aumentar o desmatamento na região e alterar a vida do rio Xingu. As comunidades também não foram consultadas do projeto que irá para leilão ainda este ano.
O caso de Belo Monte também foi apresentado à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, em Washington (EUA). A Comissão irá avaliar os impactos ambientais e os prejuízos causados às comunidades afetadas.

 

Texto do síto do Brasil de Fato

Fotos do povo Enawenê nawê 

(http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/09/090929_tribo_exhibition_mv.shtml)

Voltando ao bom hábito de divulgar fotos maravilhosas

 

Concurso da Nikon escolhe melhores microfotografias do mundo

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/10/091022_nikonsmallwordfn.shtml (aqui tem mais!)

Acima, a vencedora, foto da planta 'Arabidopsis thaliana', tirada por Heiti Pavez, da Universidade de Tecnologia da Estônia.

James Hayden, Instituto Wilstar, Pensilvânia, Estados Unido (Foto: Cortesia do Concurso Nikon Small World)

Foto de James Hayden do ovário de um peixe-diabo, ampliado quatro vezes.

Bruno Vellutini, Centro de Biologia Marinha da USP, Brasil (Foto: Cortesia do Concurso Nikon Small World)

Bruno Vellutini, da USP, com a foto da superfície oral de uma estrela do mar, numa ampliação de 40 vezes.

Apagão

Ildo Sauer: Um problema de gerenciamento

Atualizado em 11 de novembro de 2009 às 19:10 | Publicado em 11 de novembro de 2009 às 19:08

por Luiz Carlos Azenha

O Brasil não corre o risco de um novo racionamento de energia, como o que aconteceu em 2001 e 2002. O Brasil produz quase duas vezes mais energia do que necessita. O sistema elétrico brasileiro é o mais adequado ao País. O setor elétrico recebeu os investimentos necessários para geração e transmissão de energia para superar a crise do setor que explodiu durante o governo de Fernando Henrique Cardoso.

Tudo isso me foi dito hoje pelo professor Ildo Sauer. O que há em comum entre os blecautes de 1999 e o de 2009? O sistema integrado permite que São Paulo empreste energia ao Nordeste -- e vice-versa. Isso é benéfico para o país, mas também tem riscos embutidos. O gerenciamento do sistema precisa ser claro, hierarquizado e com uma cadeia bem definida de responsabilidades. Esses problemas deveriam ter sido superados pelo novo marco regulatório, implantado em 2003 e 2004 pelo governo Lula. Não foram, como ficou óbvio no blecaute de ontem.

A não ser que tenha havido sabotagem ou uma tempestade elétrica de grandes dimensões, os problemas de gerenciamento ficam demonstrados, já que idealmente os técnicos deveriam ter tido a capacidade de isolar um problema e evitar que uma emergência local se espalhasse. Em vez de gritar "conspiração" -- o que alguns fazem automaticamente -- ou de fazer terrorismo midiático, seria mais interessante se concentrar nos problemas reais, que existem no Brasil e em São Paulo.

“O apagão de cada um”

“O apagão elétrico tirou o foco da escuridão política que toma conta da coalizão demotucana.

Breu nº 1: a economia cresce à velocidade de 8% a 10% ao ano neste final de 2009;

Breu nº 2: a aprovação ao Presidente Lula sobe de 65% para 68% ;

Breu nº 3: Dilma cresce na pesquisa Vox Populi e soma 19% de intenções de voto; Serra ainda lidera mas perde 4 pontos.

Breu nº 4: o arestoso governador de SP perde, sobretudo, espaço no PSDB nacional: "Aécio é mais amplo politicamente que o governador José Serra.” A avaliação é do presidente do partido, Sergio Guerra, na UOL”.

(Carta Maior e o apagão de cada um; 11-11)

11/9/2009

Nota da Central Única dos Trabalhadores sobre os acontecimentos na UNIBAN

A Central Única dos Trabalhadores vem a público manifestar seu total repúdio à violência sexista contra a estudante Geisy Arruda, de 20 anos, que foi ameaçada e agredida verbalmente dentro da Universidade Bandeirante (UNIBAN), no último dia 22. Não bastasse esse lamentável episódio, a UNIBAN decidiu expulsar a estudante de seu quadro acadêmico.
Criminalizar uma mulher pela violência ocorrida contra ela própria é inaceitável e contribui para banalizar e justificar os elevados índices de crimes contra as mulheres que ocorrem em todo nosso país.
A Universidade deve ser um espaço que possa contribuir para formação da cidadania, para o convívio com o diferente, para o aprendizado do respeito às diferenças. O ocorrido dentro da UNIBAN e a medida tomada por esta universidade vão exatamente no sentido oposto. São atos que vão contra a democracia, de extrema intolerância e de desrespeito à autonomia das mulheres sobre seus corpos.
A CUT tem entre seus princípios a luta por uma sociedade livre de qualquer tipo de exploração e preconceitos, uma sociedade na qual homens e mulheres possam viver livremente. Os acontecimentos na UNIBAN evidenciam o quanto esta luta se faz atual e necessária. Não nos calaremos diante de manifestações de violência sexista – Violência Contra as Mulheres, Tolerância Nenhuma!
Artur Henrique Santos                                                          Adi dos Santos Lima
Presidente Nacional da CUT                                                Presidente CUT SP
Rosane Silva                                                                         Sonia Auxiliadora Vasconcelos Silva
Secretária Nacional da Mulher Trabalhadora da CUT         Secretária da Mulher Trabalhadora da CUT SP
Rosana Sousa                                                                      Luciana Chagas Geremias
Secretária Nacional da Juventude da CUT                         Secretária da Juventude CUT SP

11/8/2009

Do Blog do Azenha

Opinião

Tas, Bonner, Huck

Atualizado em 05 de novembro de 2009 às 18:38 | Publicado em 05 de novembro de 2009 às 18:31

1) Ali Kamel, dimensão intelectual dos irmãos Marinho em toda a sua plenitude -- os três juntos, diga-se --, lança um livro de 900 páginas dedicado a reproduzir os discursos de Lula.

2) Marcelo Tas, subintelectual cômico, lança uma livro com frases do Lula.

3) Caetano Veloso, intelectual velho, repisa -- como cabe aos velhos fazer -- a gramática do Lula.

Nem brilho próprio essa gente consegue produzir, mais. Nem com financiamento da Phillips, patrocínio da Vale ou verbas públicas captadas pela lei Rouanet. É o chamado brilho por associação. Nos velhos tempos, mais conhecido como "oportunismo". Nesse ritmo, a vida intelectual brasileira caminha rapidamente para se resumir a uma troca de tuiters entre o William Bonner, o Mano Menezes e o Luciano Huck.

11/5/2009

Lulismo

 

Ele é o cara!

1
Mas quem é mesmo esse Lula
Que é tão cantado em Cordel?
É terror de coronel,
Pancada em quem especula,
É teimosia profética
É força e garra com ética
É Cristo, É Gandhi e Guevara,
Que enfrenta parada dura,
Sem perder nunca a ternura...
Por isso que ele é O CARA.
2
Lula é a quintessência
Dos levantados do chão
De quem venceu no Sertão
A seca e a prepotência;
É quem não teme perder
Porque aprendeu vencer...
É essa energia rara
Que herdou de Dona Lindu
Num Sertão tostado e cru
Por isso que ele é O CARA.
3
Lula driblou o destino
Com coragem e luta vasta,
Quebrou a casca da casta
Reservada ao nordestino
Que não herdou sesmaria
Nem veio da academia
Que ao descer do pau-de-arara
Em vez de ser delinqüente
Transformou-se em presidente...
Por isso que ele é O CARA.
4
Lula é quem reescreveu
A cartilha do ABC,
Soletrou greve e PT
Cresceu e apareceu...
Reescreveu a história
Dando glória pra os sem glória
Quebrando outro pau-de-arara
Que é o símbolo da tortura
E enterrou a ditadura...
Por isso é que ele é O CARA!
5
Depois nós vimos Luis
Na Caravana que ia
Parir a cidadania
Das entranhas do País
Peitando soba e alcaide
Dando um chute no apartheid,
A estupidez que separa
Brasil de fêmea e de macho,
Brasil de cima e de baixo...
Por isso que ele é O CARA
6
Depois foram as eleições,
Factóides e firulas,
Fabricaram os anti-lulas
Ganharam três votações;
Quanto mais Lula perdia
Mais o Brasil sucumbia
Num berço "esplêndido", de vara
Depois que Lula ganhou
O gigantão acordou
Por isso que ele é O CARA.
7
Lula ganhou, assumiu
Começou a juntar caco,
Danou-se a tapar buraco
Levantando o que caiu...
Deu um basta nos desleixos
Botou o Brasil nos eixos
Apagou muita coivara
Provou de maneira incrível
Que outro Brasil é possível
Por isso que ele é O CARA

8
Criou o SAMU urgente
Remédio barateado,
Fez o SUS humanizado
Fez o Brasil Sorridente
Combatendo as endemias
Evitando as pandemias
Saneamento dispara
Que é obra que não faz foto
Que dá saúde e não voto...
Por isso Lula é O CARA.
9
Universidade Aberta
ProUni em todas cidades
Novas universidades
E muita extensão aberta,
Brasil Alfabetizado
Mais professor concursado,
FUNDEB, nem se compara...
Mesmo sem diplomação
Está diplomando a nação
Por isso Lula é O CARA.
10
Fez os Pontos de Cultura
Respeitando a identidade
Forjando a diversidade
Promovendo Mais Leitura
Folclore, Vídeo e cinema
A Música, a Dança, o Poema,
Está tudo mais odara...
Exclusão virou insulto
Hoje o Brasil é mais culto...
Por isso Lula é O CARA.
11
Pra quem lavra a terra dura
Temos mais assentamentos
Pronaf tem mil aumentos
Melhorando a agricultura
E para acabar engodos
Lula fez o Luz pra Todos
A casa rural `stá clara
O campo está produzindo
E a fome se esmilingüindo
Por isso Lula é O CARA.
12
Leva o seu discurso afoito
Sem temer fama ou acinte
Tornou viável o G-20,
Ajoelhou o G-8
Soma-se à Rússia e à China,
Dá apoio à Palestina
Aos donos do mundo, encara;
Ao Mercosul não desfalca
Fez o enterro da ALCA
Por isso que ele é O CARA.
13
Não fala russo, alemão,
Nem francês e nem inglês
Fala mesmo o Português
Falado pelo povão
Fala com crânio e com alma
Só sai debaixo de palma
Sapatos ninguém dispara.
E embaixador sem sapato,
Isso acabou-se de fato
Por isso Lula é O CARA.
14
Veio a crise mundial
Disseram estamos de esmola
Lula disse: Isso é marola
Ninguém perca o alto astral
Quem disse que o Brasil quebra,
Quebra a cara e não celebra
O caos e se desmascara...
E hoje o Brasil está aí
Credor do FMI
Por isso que ele é O CARA.
15
O petróleo do Pré-Sal,
Os gringos tiveram um troço
Pois Lula disse que é nosso
Pra redenção nacional
Na de novos `iraques´
Muito menos Petrobrax
E há dias Lula declara
Que não ta nem aí
Pra os bestas da CPI...
Por isso que ele é O CARA.

Crispiniano Neto * - Poeta Popular, membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel.
Crispiniano Neto é natural de Santo Antonio do Salto da Onça (RN). É Engenheiro Agrônomo, Advogado, Jornalista, violeiro, repentista, dramaturgo e escritor de cordel. Militante durante anos dos movimentos sociais, ele é autor de 120 folhetos de cordel, além de 11 livros publicados e um CD com poemas musicados. Uma de suas importantes obras é o livro 'A verdade é prá ser dita', publicado em 1981. Ele também é autor da peça teatral 'O auto da liberdade' de Mossoró.

10/30/2009

Dilma presidenta

Dilma e Lula em out de 2009

Em 2010, queremos eleger a ministra Dilma para presidenta de República.

Não só pq ela vai continuar o processo de superação do neoliberalismo apenas iniciado no governo Lula; mas pq precisamos avançar, e muito, em um projeto de transformação social no Brasil.
Não será tarefa fácil. Teremos que construir um programa de governo que avance no campo popular ao mesmo tempo em que continue com o processo desenvolvimentista já em andamento, com a realização de reformas estruturais.
É notório que a vida da população brasileira tem mudado, precisamos garantir que isto continue.
Chega de capitalismo!
8/16/2009

Vídeo Índio Brasil

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Nesta semana, em Campo Grande, acontece a segunda edição do Vídeo Índio Brasil.

A exemplo do ano passado tem apresentação de filmes pequenos e longos, ficção e documentário, feitos pelos índios e/ou sobre eles. Tem tbém debates, palestras, oficinas e outras atividades relativas ao tema.

É um acontecimento maravilhoso!

Somente nestes tipos de eventos temos a oportunidade de ver e ouvir histórias e relatos e experiências sobre os povos indígenas em uma grande e diferenciada quantidade e qualidade.

Além dos povos que vivem no Brasil, têm filmes sobre os que vivem na Bolívia e no Canadá (Quebec).

Estou indo nas sessões de filmes. Difícil dizer o que estou gostando mais.

Tudo é muito sensacional e importante. Também é muito triste ver a realidade que os ocidentais imputaram aos moradores do continente denominado americano.

A falta de respeito a estes povos é flagrante e desumana. Não é possível acreditar que quem faz o que faz com os índios seja humano.

Hoje, entre outros, vi o documentário Corumbiara. É, numa parte, a história de perseverança de um cineasta e um indigenista na busca de uma verdade: provar que houve um massacre a um povo indígena na gleba Corumbiara em Rondônia em meados dos anos 80; e, de outra parte, o sofrimento e a desagregação física e espiritual de um povo que estava "no caminho do progresso".

Vinte e três anos depois, Vicent Carelli (o cineasta), conseguiu terminar o documentário e denunciar ao mundo (com provas)  o ocorrido.

Quantos povos e índios devem ter sofrido este mesmo tipo de esbulho e violência ao longo da ocupação ocidental neste continente? Basta ver os números da população indígena estimada no Brasil em 1500 e quantos são hoje, só para citar um exemplo.

Todos presentes no Cinecultura ficaram emocionados.

Umas cenas me chocaram profundamente, outras me deram uma sensação de êxtase impressionante. Particularmente teve uma cena fantástica. Meu coração acelerou como se eu estivesse ali. Foi quando a equipe da Funai (o indigenista Marcelo Santos e outros), o cineasta e dois jornalistas encontraram dois índios isolados (que depois confirmariam como sendo sobreviventes do massacre de 1985). É indescritível.

Vcs têm de dar um jeito de ver este documentário.

Coincidentemente, hoje em Gramado, no RS, teve a divulgação dos vencedores do Kikito de Ouro. Corumbiara ficou com cinco prêmios: melhor filme do Júri Popular, melhor filme, melhor direção, melhor filme de estudantes de cinema, melhor montagem.

Merecidamente.

A imagem acima peguei na página do UOL que trata da premiação em Gramado e foi tirada no primeiro contato.

Explosões

Das 16h51 às 17h31 do dia 29 de julho de 2009 entre Aquidauana e Miranda/ MS

 

6/12/2009

Belém

Lugar maravilhoso!
Amigos fantásticos!

5/27/2009

Comida no MS

Começa na quinta mais uma feira de turismo e gastronomia em Campo Grande.

Shows, barracas por municípios (e outros países) que mostram suas atrações turísticas, artesanato e uma série de pratos que tentam demonstrar uma "comida típica" por região no estado, entre outros, estão na programação do Salão.

Se a comida é própria ou não, pouco me importa. Faz tempo que passei a admirar este estado pela sua diversidade e não busco mais uma coisa que nos unem. A diversidade de gente, hábitos, sotaques, músicas e algumas comidas é que é o grande barato disto tudo.

Anexei algumas fotos dos pratos que concorrem este ano no festival de gastronomia. São dez pratos salgados e dez doces.

Tentarei provar pelo menos a metade de cada categoria. E os nomes e as receitas estão no portal do salão (http://www.salaodeturismoms.com.br).

Carne de Sol com Pequi à moda DIB Lasanha de Pintado com Creme de BocaiúvaCordeiro RecheadoPintado à Costa LesteTilapia à Cocais    Arroz do Vale do Aporé  Bacalhau Pantaneiro  Linguiça de Maracaju com Arroz de Guariroba  Paçoca de Carne Doce de Leite Campestre Pudim de Soja Segredos do Cerrado Sonhos Pantaneiros Sorvete com Rapadura de Cumbaru Sorriso de Mandica

As atrações culturais do Salão

Programação Cultural


27
/05/09 - Música: Orquestra Revoada Pantaneira (21h)
28/05/09 -  Grupo Vocal Vida & Voz - Região Vale das Águas
                   Música: Eulália Helena - Região Vale do Aporé
                   Música: Mário Geison & Elcio Viola - Região Cone Sul
                   Música: Bruno e Thiago - Região Cone Sul
                   Música: Almir Sater (21h)
29/05/09
-  Música: Rangel, Gabriel e Dionatan - Região Pantanal
                   Oficina de Dança da Fundação de Cultura e Turismo do Pantanal
                   Dança: Folclore Fronteiriço - Região Caminhos da Fronteira
                   Música: Carlos Fábio e Pacito - Região Grande Dourados
                  Música:  Dino Rocha e Renato Borghetti (21h)
30/05/09 - 
Música: Jabá e Banda - Região Costa Leste
                   Dança: Grupo Catira do Taboado - Região Costa Leste
                   Música: Osmar de Gaita - Região Serra da Bodoquena
                   Dança: Touro Candil - Região Serra da Bodoquena
  Música: Chalana de Prata /  Yamandu Costa e Guto Wirtti (21h)
31/05/09 -
  Violeiros e Baileiros - Região Caminho dos Ipês
                   Engenho Novo - Região Caminho dos Ipês
                   Música: Mario Luiz Corrêa dos Santos - Região Rota Norte
                   Dança: Do Gaúcho ao Sul-Mato-Grossense - Região Rota Norte
Teatro infantil - Espetáculo: O Palhaço no meio da rua - Circo do Mato (18h)

5/24/2009

Osvaldo Coggiola

" ... Que outro seja nosso destino, que o estudo e assimilação das experiências passadas seja-nos útil para que os horrores do passado fiquem, também, no passado. E para que a crise atual seja superada, não pela barbárie bélica ou colonial, mas pela emergência de uma nova sociedade, baseada na propriedade social, no poder dos trabalhadores e na solidariedade dos povos de todo o mundo".

3/31/2009

Dez anos de Matrix

 

A utopia de "Um mundo sem regras ou controles, sem fronteiras ou cercas. Um mundo onde tudo é possível. Para onde vamos é uma escolha que deixo para você", que Neo diz que vai mostrar para as pessoas no fim do primeiro Matrix pode resumir a parte filosófica do filme.

Mas eu nunca entrei nesta dicussão.

O que eu gosto mesmo é da ação. Adoro artes marciais, gente voando em câmara lenta e "dançando" nas diferentes coreografias.

Os recentes O tigre e o dragão; Herói; O clã das adagas voadoras; Kill Bill; e, uma imensidão deste tipo de filme é comigo mesmo. Desde aqueles chineses da década de 70 (se teve uns antes, não lembro).

Não sou muito criteriosa.

No momento estou vendo Guerreiros do Fogo, um filme tailândes que não sei pra que veio, mas tem muita "dança" em câmera lenta.

Um dos destaques de Matrix é a técnica "bullet time photography" que os caras explicam como a capacidade de registrar até doze mil quadros por segundo (se não falha a memória no bom e velho cinema é de 24 quadros por segundo).

A tecnologia faz coisa incríveis e outras horrorosas (como os três últimos filmes de Star Wars)

Em Matrix eu achei fantástico. Veja na foto abaixo.

 

Neo

Aos que fingem não entender a metáfora “gente branca de olhos azuis”

“Essa crise não foi gerada por nenhum negro, índio ou pobre. Essa crise foi feita por gente branca, de olhos azuis.” Estas 21 palavras foram pronunciadas pausadamente pelo presidente Lula em coletiva de imprensa ao lado do primeiro-ministro da Inglaterra, Gordon Brown. Todo mundo viu pela televisão.

Colunistas alvoroçados trataram de enxergar nelas uma ponta de preconceito ou discriminação racial às avessas. Nada disso. A grande imprensa local e internacional tratou de difundir que as expressões de Lula causaram constrangimento às autoridades britânicas. É bem provável. E que diante de tão altos dignitários mancharam a honra e a credibilidade do país além de cobrir o governo brasileiro de vergonha. É o que eles especulam.

Na verdade, a metáfora de Lula, de ínfimos 21 vocábulos, vale mais que um daqueles grandiloquentes e loquazes manifestos. Vou mais além: é a síntese moderna de um tratado de sociologia e política que as massas entendem e que define claramente os lados em disputa no atual cenário internacional.

Hipérbole? A imprensa internacional deste domingo, 29 de março, traduziu à perfeição a “gente branca de olhos azuis”. O conceituado The New York Times, nos dias que antecedem o G-20 de Londres, abriu manchete para a sua longa análise: ‘Capitalismo anglo-americano em julgamento’ Alertou que Obama vai enfrentar um mundo desafiador. “Os americanos viajavam por Brasil, India, China dando lição de moral sobre a necessidade de abrir e desregular mercados. Agora essas políticas são vistas como os réus do colapso”. Por sua vez o Huffington Post, o mais importante jornal da Internet, escancarou: “Lula: nós rejeitamos a fé cega nos mercados”. acrescentando: “Brazil’s president: White, Blue-eyed Bankers have brought world economy to the knees”, ou, “Presidente do Brasil: Banqueiros de olhos azuis fizeram a economia mundial dobrar os joelhos”. O Financial Times, catecismo dos economistas de todos os quadrantes, estampou: “O comentário de Lula diante de Gordon Brown “ressalta o risco de confronto entre os emergentes e os países mais ricos.” E para que não reste dúvidas, o prestigioso jornal inglês, The Observer trombeteou em título de página dupla: “’Blue-Eyed Bankers prompt G20 divide’”, ou seja, “’Banqueiros de olhos azuis’ levam o G20 à divisão’”.

Não precisaria explicar, mas Lula foi explícito na Cúpula de Líderes Progressistas reunida em Viña Del Mar, Chile, no dia seguinte, diante de personalidades como Joseph Biden, vice-presidente dos Estados Unidos, Gordon Brown, Michele Bachelet, Jose Luiz Zapatero, Cristina Fernández de Kirchner, Tabaré Vázquez e Jens Stoltenberg, premiê da Noruega. O nosso presidente ao ler seu discurso incomodou, constrangeu como gostam de dizer nossos ínclitos comentaristas, o senhor Biden e outra vez o prime minister Brown, defendendo vigorosamente um Estado forte, aduzindo que o mundo está pagando o preço do fracasso de uma aventura irresponsável daqueles que transformaram a economia mundial em um gigantesco cassino. “Desemprego, pobreza, migração, desequilíbrios demográficos e ambientais, são problemas que requerem respostas economicamente coerentes, mas sobretudo responsáveis. Isto não é possível sem Estado forte”. Em outro momento, abandonando o texto escrito e. tendo abraçado o improviso, abriu coração e mente. Registrou a mudança de época vivida em nossa região, fazendo enfática defesa dos governos de esquerda: “A América Latina passa por uma poderosa onda de democracia popular, encabeçada por segmentos historicamente deserdados e marginalizados que encontram lugar em uma sociedade mais solidária. Muitos de nossos países [como a Venezuela, a Bolívia e o Equador] precisaram ser praticamente refundados institucionalmente com a aprovação popular de novas Constituições.”

A grande mídia internacional e local, repercutindo os interesses e os valores da ‘gente branca de olhos azuis’, pode ter reagido incomodada, constrangida, molestada, irritada com a metáfora de Lula. Mas os povos da Ásia, da África, da América Latina e os próprios trabalhadores dos países desenvolvidos da Europa e América do Norte, se e quando tomarem conhecimento da frase, se sentirão contemplados ao sentir no fundo da alma a verdade que ela encerra, porque sofreram e sofrem da exploração, da humilhação, da injustiça social, do desemprego, da pobreza, da miséria.

Estou exagerando?  Tomo emprestado trecho da reportagem do jornalista Clovis Rossi da Folha de S. Paulo presente na marcha de protesto contra a crise deste domingo, 29 de março,em Londres, às vésperas da cúpula do G20, sob o lema central “put people first”, as pessoas em primeiro lugar. “O menino negro de olhos negros veste andrajos, segura a pasta executiva símbolo do Tesouro britânico e reclama: “Eles ajudaram a salvar os bancos e o ‘big business’. Agora é hora de que ajudem a salvar a vida de crianças”.

Max Altman

30 de março de 2009

3/16/2009

Domingo na Lagoa

Lagoa (2)

 

Lagoa

Shakespeare

O tempo é algo que não volta atrás.

Por isso, plante seu jardim e decore sua alma

ao invés de esperar que alguém lhe traga flores

 

Sete léguas

 
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