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11/18/2009 Blecaute, por Luiz Pinguelli RosaAinda pairam algumas dúvidas sobre o blecaute que atingiu vários Estados brasileiros, mais drasticamente São Paulo e Rio de Janeiro. É preciso esclarecer, porém, que o ocorrido na terça-feira foi totalmente diferente do chamado apagão de 2001, quando o governo decretou um racionamento obrigatório de energia elétrica para toda a população, sob pena de desligamento de residência ou empresa por alguns dias caso não fosse cumprido o corte no consumo. 11/14/2009 DEPOIS DO APAGÃO – Alberto Dines As responsabilidades da mídia
Por Alberto Dines em 13/11/2009 (Comentário para o programa radiofônico do OI, 13/11/2009)
Além da corrida para descobrir as causas do apagão da terça-feira (10/11), a mídia está empenhada em, pelo menos, mais uma competição: qual o apagão mais grave, o de Lula ou o de FHC, em 2001?
Até agora não apareceu um modelo ou aparelho medidor de apagões e, mesmo que apareça, a questão é enganosa, acionada por uma radicalização política que a mídia não deveria encampar.
O que se torna necessário neste momento não é um ranking dos apagões – ou black-outs – mas uma mudança de mentalidade capaz de acrescentar aos grandes projetos sistemas de acompanhamento permanentes. Barragens, estradas, portos, aeroportos, escolas ou hospitais nunca deveriam ser considerados definitivamente prontos. São ações permanentes, contínuas.
A pressa em festejar o fim de uma obra pública leva os políticos a imaginar que a sua missão foi cumprida ao descerrar a respectiva placa comemorativa. Na verdade nosso mal é a febre das inaugurações, a ânsia de cortar fitas sem dar atenção às obras complementares integradoras.
Pauta contínua
Nossa rede de geração e distribuição de energia elétrica estará sempre defasada e obsoleta se não for permanentemente monitorada, reparada e implementada.
Catastróficas enchentes se sucedem em todo o país ao longo do ano provocadas pelas mais variadas causas – sobretudo pelo aquecimento global – mas ninguém vai verificar como está o desempenho das represas e canais recentemente inaugurados para resolver o problema.
O sistema de agências reguladoras foi criado justamente para manter alto o padrão de funcionamento dos serviços públicos, mas quem regula as agências reguladoras? Teoricamente o Legislativo, mas o nosso Legislativo está gazeteando há quase um ano. Restam os tribunais de contas, o Ministério Público e... a mídia.
Se a mídia converte tudo numa rinha de galos e esquece de concluir o que levantou no mês passado fica difícil evitar que os apagões virem moda.
11/11/2009 Indígenas anunciam confronto caso seja aprovada a hidrelétrica de Belo Monte
O aviso está em uma carta enviada a Lula por indígenas de pelo menos 15 etnias diferentes. O documento também foi encaminhado ao presidente da Funai Aline Scarso, Radioagência NP
Texto do síto do Brasil de Fato Fotos do povo Enawenê nawê (http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/09/090929_tribo_exhibition_mv.shtml) Voltando ao bom hábito de divulgar fotos maravilhosasConcurso da Nikon escolhe melhores microfotografias do mundohttp://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/10/091022_nikonsmallwordfn.shtml (aqui tem mais!)
Acima, a vencedora, foto da planta 'Arabidopsis thaliana', tirada por Heiti Pavez, da Universidade de Tecnologia da Estônia.
Foto de James Hayden do ovário de um peixe-diabo, ampliado quatro vezes.
Bruno Vellutini, da USP, com a foto da superfície oral de uma estrela do mar, numa ampliação de 40 vezes. “Apagão”: cuidado Zé Pedágio, e se a culpa for da CESP ?11/novembro/2009 13:17Divirta-se com Paulo Henrique Amorim: ApagãoIldo Sauer: Um problema de gerenciamentoAtualizado em 11 de novembro de 2009 às 19:10 | Publicado em 11 de novembro de 2009 às 19:08 por Luiz Carlos Azenha O Brasil não corre o risco de um novo racionamento de energia, como o que aconteceu em 2001 e 2002. O Brasil produz quase duas vezes mais energia do que necessita. O sistema elétrico brasileiro é o mais adequado ao País. O setor elétrico recebeu os investimentos necessários para geração e transmissão de energia para superar a crise do setor que explodiu durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Tudo isso me foi dito hoje pelo professor Ildo Sauer. O que há em comum entre os blecautes de 1999 e o de 2009? O sistema integrado permite que São Paulo empreste energia ao Nordeste -- e vice-versa. Isso é benéfico para o país, mas também tem riscos embutidos. O gerenciamento do sistema precisa ser claro, hierarquizado e com uma cadeia bem definida de responsabilidades. Esses problemas deveriam ter sido superados pelo novo marco regulatório, implantado em 2003 e 2004 pelo governo Lula. Não foram, como ficou óbvio no blecaute de ontem. A não ser que tenha havido sabotagem ou uma tempestade elétrica de grandes dimensões, os problemas de gerenciamento ficam demonstrados, já que idealmente os técnicos deveriam ter tido a capacidade de isolar um problema e evitar que uma emergência local se espalhasse. Em vez de gritar "conspiração" -- o que alguns fazem automaticamente -- ou de fazer terrorismo midiático, seria mais interessante se concentrar nos problemas reais, que existem no Brasil e em São Paulo. “O apagão de cada um”“O apagão elétrico tirou o foco da escuridão política que toma conta da coalizão demotucana. Breu nº 1: a economia cresce à velocidade de 8% a 10% ao ano neste final de 2009; Breu nº 2: a aprovação ao Presidente Lula sobe de 65% para 68% ; Breu nº 3: Dilma cresce na pesquisa Vox Populi e soma 19% de intenções de voto; Serra ainda lidera mas perde 4 pontos. Breu nº 4: o arestoso governador de SP perde, sobretudo, espaço no PSDB nacional: "Aécio é mais amplo politicamente que o governador José Serra.” A avaliação é do presidente do partido, Sergio Guerra, na UOL”. (Carta Maior e o apagão de cada um; 11-11) 11/9/2009 Nota da Central Única dos Trabalhadores sobre os acontecimentos na UNIBANA Central Única dos Trabalhadores vem a público manifestar seu total repúdio à violência sexista contra a estudante Geisy Arruda, de 20 anos, que foi ameaçada e agredida verbalmente dentro da Universidade Bandeirante (UNIBAN), no último dia 22. Não bastasse esse lamentável episódio, a UNIBAN decidiu expulsar a estudante de seu quadro acadêmico. 11/8/2009 Do Blog do AzenhaOpinião Tas, Bonner, HuckAtualizado em 05 de novembro de 2009 às 18:38 | Publicado em 05 de novembro de 2009 às 18:31 1) Ali Kamel, dimensão intelectual dos irmãos Marinho em toda a sua plenitude -- os três juntos, diga-se --, lança um livro de 900 páginas dedicado a reproduzir os discursos de Lula. 2) Marcelo Tas, subintelectual cômico, lança uma livro com frases do Lula. 3) Caetano Veloso, intelectual velho, repisa -- como cabe aos velhos fazer -- a gramática do Lula. Nem brilho próprio essa gente consegue produzir, mais. Nem com financiamento da Phillips, patrocínio da Vale ou verbas públicas captadas pela lei Rouanet. É o chamado brilho por associação. Nos velhos tempos, mais conhecido como "oportunismo". Nesse ritmo, a vida intelectual brasileira caminha rapidamente para se resumir a uma troca de tuiters entre o William Bonner, o Mano Menezes e o Luciano Huck. 11/5/2009 LulismoEle é o cara! 1 8 Crispiniano Neto * - Poeta Popular, membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel. 10/30/2009 Dilma presidenta
Não só pq ela vai continuar o processo de superação do neoliberalismo apenas iniciado no governo Lula; mas pq precisamos avançar, e muito, em um projeto de transformação social no Brasil. Não será tarefa fácil. Teremos que construir um programa de governo que avance no campo popular ao mesmo tempo em que continue com o processo desenvolvimentista já em andamento, com a realização de reformas estruturais. É notório que a vida da população brasileira tem mudado, precisamos garantir que isto continue. Chega de capitalismo! 8/16/2009 Vídeo Índio BrasilNesta semana, em Campo Grande, acontece a segunda edição do Vídeo Índio Brasil. A exemplo do ano passado tem apresentação de filmes pequenos e longos, ficção e documentário, feitos pelos índios e/ou sobre eles. Tem tbém debates, palestras, oficinas e outras atividades relativas ao tema. É um acontecimento maravilhoso! Somente nestes tipos de eventos temos a oportunidade de ver e ouvir histórias e relatos e experiências sobre os povos indígenas em uma grande e diferenciada quantidade e qualidade. Além dos povos que vivem no Brasil, têm filmes sobre os que vivem na Bolívia e no Canadá (Quebec). Estou indo nas sessões de filmes. Difícil dizer o que estou gostando mais. Tudo é muito sensacional e importante. Também é muito triste ver a realidade que os ocidentais imputaram aos moradores do continente denominado americano. A falta de respeito a estes povos é flagrante e desumana. Não é possível acreditar que quem faz o que faz com os índios seja humano. Hoje, entre outros, vi o documentário Corumbiara. É, numa parte, a história de perseverança de um cineasta e um indigenista na busca de uma verdade: provar que houve um massacre a um povo indígena na gleba Corumbiara em Rondônia em meados dos anos 80; e, de outra parte, o sofrimento e a desagregação física e espiritual de um povo que estava "no caminho do progresso". Vinte e três anos depois, Vicent Carelli (o cineasta), conseguiu terminar o documentário e denunciar ao mundo (com provas) o ocorrido. Quantos povos e índios devem ter sofrido este mesmo tipo de esbulho e violência ao longo da ocupação ocidental neste continente? Basta ver os números da população indígena estimada no Brasil em 1500 e quantos são hoje, só para citar um exemplo. Todos presentes no Cinecultura ficaram emocionados. Umas cenas me chocaram profundamente, outras me deram uma sensação de êxtase impressionante. Particularmente teve uma cena fantástica. Meu coração acelerou como se eu estivesse ali. Foi quando a equipe da Funai (o indigenista Marcelo Santos e outros), o cineasta e dois jornalistas encontraram dois índios isolados (que depois confirmariam como sendo sobreviventes do massacre de 1985). É indescritível. Vcs têm de dar um jeito de ver este documentário. Coincidentemente, hoje em Gramado, no RS, teve a divulgação dos vencedores do Kikito de Ouro. Corumbiara ficou com cinco prêmios: melhor filme do Júri Popular, melhor filme, melhor direção, melhor filme de estudantes de cinema, melhor montagem. Merecidamente. A imagem acima peguei na página do UOL que trata da premiação em Gramado e foi tirada no primeiro contato. 5/27/2009 Comida no MSComeça na quinta mais uma feira de turismo e gastronomia em Campo Grande.Shows, barracas por municípios (e outros países) que mostram suas atrações turísticas, artesanato e uma série de pratos que tentam demonstrar uma "comida típica" por região no estado, entre outros, estão na programação do Salão.Se a comida é própria ou não, pouco me importa. Faz tempo que passei a admirar este estado pela sua diversidade e não busco mais uma coisa que nos unem. A diversidade de gente, hábitos, sotaques, músicas e algumas comidas é que é o grande barato disto tudo.Anexei algumas fotos dos pratos que concorrem este ano no festival de gastronomia. São dez pratos salgados e dez doces.Tentarei provar pelo menos a metade de cada categoria. E os nomes e as receitas estão no portal do salão (http://www.salaodeturismoms.com.br).As atrações culturais do SalãoProgramação Cultural
5/24/2009 Osvaldo Coggiola" ... Que outro seja nosso destino, que o estudo e assimilação das experiências passadas seja-nos útil para que os horrores do passado fiquem, também, no passado. E para que a crise atual seja superada, não pela barbárie bélica ou colonial, mas pela emergência de uma nova sociedade, baseada na propriedade social, no poder dos trabalhadores e na solidariedade dos povos de todo o mundo".3/31/2009 Dez anos de Matrix
Aos que fingem não entender a metáfora “gente branca de olhos azuis”“Essa crise não foi gerada por nenhum negro, índio ou pobre. Essa crise foi feita por gente branca, de olhos azuis.” Estas 21 palavras foram pronunciadas pausadamente pelo presidente Lula em coletiva de imprensa ao lado do primeiro-ministro da Inglaterra, Gordon Brown. Todo mundo viu pela televisão. Colunistas alvoroçados trataram de enxergar nelas uma ponta de preconceito ou discriminação racial às avessas. Nada disso. A grande imprensa local e internacional tratou de difundir que as expressões de Lula causaram constrangimento às autoridades britânicas. É bem provável. E que diante de tão altos dignitários mancharam a honra e a credibilidade do país além de cobrir o governo brasileiro de vergonha. É o que eles especulam. Na verdade, a metáfora de Lula, de ínfimos 21 vocábulos, vale mais que um daqueles grandiloquentes e loquazes manifestos. Vou mais além: é a síntese moderna de um tratado de sociologia e política que as massas entendem e que define claramente os lados em disputa no atual cenário internacional. Hipérbole? A imprensa internacional deste domingo, 29 de março, traduziu à perfeição a “gente branca de olhos azuis”. O conceituado The New York Times, nos dias que antecedem o G-20 de Londres, abriu manchete para a sua longa análise: ‘Capitalismo anglo-americano em julgamento’ Alertou que Obama vai enfrentar um mundo desafiador. “Os americanos viajavam por Brasil, India, China dando lição de moral sobre a necessidade de abrir e desregular mercados. Agora essas políticas são vistas como os réus do colapso”. Por sua vez o Huffington Post, o mais importante jornal da Internet, escancarou: “Lula: nós rejeitamos a fé cega nos mercados”. acrescentando: “Brazil’s president: White, Blue-eyed Bankers have brought world economy to the knees”, ou, “Presidente do Brasil: Banqueiros de olhos azuis fizeram a economia mundial dobrar os joelhos”. O Financial Times, catecismo dos economistas de todos os quadrantes, estampou: “O comentário de Lula diante de Gordon Brown “ressalta o risco de confronto entre os emergentes e os países mais ricos.” E para que não reste dúvidas, o prestigioso jornal inglês, The Observer trombeteou em título de página dupla: “’Blue-Eyed Bankers prompt G20 divide’”, ou seja, “’Banqueiros de olhos azuis’ levam o G20 à divisão’”. Não precisaria explicar, mas Lula foi explícito na Cúpula de Líderes Progressistas reunida em Viña Del Mar, Chile, no dia seguinte, diante de personalidades como Joseph Biden, vice-presidente dos Estados Unidos, Gordon Brown, Michele Bachelet, Jose Luiz Zapatero, Cristina Fernández de Kirchner, Tabaré Vázquez e Jens Stoltenberg, premiê da Noruega. O nosso presidente ao ler seu discurso incomodou, constrangeu como gostam de dizer nossos ínclitos comentaristas, o senhor Biden e outra vez o prime minister Brown, defendendo vigorosamente um Estado forte, aduzindo que o mundo está pagando o preço do fracasso de uma aventura irresponsável daqueles que transformaram a economia mundial em um gigantesco cassino. “Desemprego, pobreza, migração, desequilíbrios demográficos e ambientais, são problemas que requerem respostas economicamente coerentes, mas sobretudo responsáveis. Isto não é possível sem Estado forte”. Em outro momento, abandonando o texto escrito e. tendo abraçado o improviso, abriu coração e mente. Registrou a mudança de época vivida em nossa região, fazendo enfática defesa dos governos de esquerda: “A América Latina passa por uma poderosa onda de democracia popular, encabeçada por segmentos historicamente deserdados e marginalizados que encontram lugar em uma sociedade mais solidária. Muitos de nossos países [como a Venezuela, a Bolívia e o Equador] precisaram ser praticamente refundados institucionalmente com a aprovação popular de novas Constituições.” A grande mídia internacional e local, repercutindo os interesses e os valores da ‘gente branca de olhos azuis’, pode ter reagido incomodada, constrangida, molestada, irritada com a metáfora de Lula. Mas os povos da Ásia, da África, da América Latina e os próprios trabalhadores dos países desenvolvidos da Europa e América do Norte, se e quando tomarem conhecimento da frase, se sentirão contemplados ao sentir no fundo da alma a verdade que ela encerra, porque sofreram e sofrem da exploração, da humilhação, da injustiça social, do desemprego, da pobreza, da miséria. Estou exagerando? Tomo emprestado trecho da reportagem do jornalista Clovis Rossi da Folha de S. Paulo presente na marcha de protesto contra a crise deste domingo, 29 de março,em Londres, às vésperas da cúpula do G20, sob o lema central “put people first”, as pessoas em primeiro lugar. “O menino negro de olhos negros veste andrajos, segura a pasta executiva símbolo do Tesouro britânico e reclama: “Eles ajudaram a salvar os bancos e o ‘big business’. Agora é hora de que ajudem a salvar a vida de crianças”. Max Altman 30 de março de 2009 |
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