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    11/25/2009

    Do Rebelión

    Tragicómix

    Umpierrez

    11/18/2009

    Blecaute, por Luiz Pinguelli Rosa

    Ainda pairam algumas dúvidas sobre o blecaute que atingiu vários Estados brasileiros, mais drasticamente São Paulo e Rio de Janeiro. É preciso esclarecer, porém, que o ocorrido na terça-feira foi totalmente diferente do chamado apagão de 2001, quando o governo decretou um racionamento obrigatório de energia elétrica para toda a população, sob pena de desligamento de residência ou empresa por alguns dias caso não fosse cumprido o corte no consumo.
    Naquela ocasião, havia falta de energia para atender a demanda, pois esta vinha crescendo mais rapidamente do que a capacidade instalada no país. Enquanto houve chuvas suficientes para a geração hidrelétrica, o sistema funcionou e o problema foi adiado. Quando as chuvas se reduziram, os reservatórios estavam vazios e faltou energia no sistema.
    Alertei o então presidente Fernando Henrique Cardoso por uma carta, como coordenador do Instituto Virtual da Coppe/UFRJ, e cheguei a conversar com José Jorge, à época ministro de Minas e Energia.
    Naquele caso, houve falta de investimento. As estatais elétricas, a começar pela Eletrobrás, reduziram seus investimentos, pois aguardavam a privatização. Já as empresas privatizadas, a maioria delas distribuidoras nos Estados, pouco investiram.
    O problema da última terça-feira tem mais semelhança com o blecaute de 1999, que também desligou São Paulo e muitas outras cidades, algumas por muito mais horas do que o recente incidente. Aquele problema se originou em uma subestação de transformadores em Bauru (SP), causado por uma sobretensão elétrica supostamente devida a um raio que atingiu a linha de transmissão a muitos quilômetros de distância e se propagou até a subestação -que deveria estar protegida. Como não estava, o sistema falhou.
    O que ocorreu nesta semana foi a interrupção de três linhas que trazem a energia de Itaipu ao Sudeste, acarretando o desligamento de todas as turbinas da usina e causando o desligamento de várias outras linhas em cascata. Daí a propagação do blecaute ter atingido tantas cidades. O efeito é como uma série de pedras de dominó que caem uma por cima da outra.
    O desligamento das linhas em sobretensão é correto, pois as protege e evita danos a equipamentos e perdas de transformadores por sobrecarga.
    Portanto, o desligamento automático das linhas de transmissão é inevitável em certos casos críticos como o de agora. Os efeitos seriam muito piores se o desligamento não ocorresse.
    No entanto, algumas questões ainda precisam ser respondias. A primeira delas é o que causou a sobrecarga. Uma hipótese aventada é que raios tenham causado tudo isso. Três linhas sofreram colapso, embora todas sejam protegidas por para-raios, que são fios paralelos ao longo das linhas.
    Talvez uma delas tenha sido atingida, a sobretensão tenha se propagado indevidamente para dentro da subestação em que as outras também tenham sido afetadas. É uma hipótese.
    Como evitar a repetição de blecautes? Não há sistema tecnológico com 0% de falhas. O que pode ser feito é minimizá-las, tanto na frequência de ocorrências desse tipo como na gravidade delas.
    Eliminar o uso da transmissão de longa distância seria uma bobagem, pois o Brasil é uma Arábia Saudita hidrelétrica. Integrando em um longo tempo a energia que se pode obter do potencial hidrelétrico brasileiro, o resultado é maior que a energia do petróleo do pré-sal.
    O sistema interligado é inteligente, pois otimiza o uso da geração hidrelétrica, complementada por outras fontes.
    Uma proposta que tem sido recentemente estudada em todo o mundo é o de redes elétricas inteligentes, ou seja, fazer uma gestão melhor das redes para diminuir incertezas, evitar problemas de pico de tensão e falhas, com um sistema de contr ole ponto a ponto ao longo das redes.
    Nos Estados Unidos, Nova York sofreu um blecaute em 2003 que, sob certos aspectos, foi mais grave.
    Há poucos meses, o professor Pravin Varaiya, da Universidade da Califórnia, em Berkeley, esteve no Programa de Planejamento Energético da Coppe para participar de um seminário sobre essas redes inteligentes de energia elétrica. Mas os estudos ainda precisam avançar, inclusive para prevenir vulnerabilidades como o acesso indevido à rede por hackers.
    O que se mostrou vulnerável aqui no nosso caso foi a enorme extensão da área atingida e a grande população que sofreu as consequências, pois não se conseguiu ilhar a propagação do efeito para circunscrever suas consequências a uma região menor. É necessário apurar os fatos para corrigir as falhas e aperfeiçoar o sistema.
    * Luiz Pinguelli Rosa , 67, físico, é diretor da Coppe-UFRJ (Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia da UFRJ) e secretário do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas. Foi presidente da Eletrobrás (2003-04).
    Publicado na Folha de São Paulo, seção Tendências/Debates, em 13/11/2009

    11/15/2009

    Água

    11/14/2009

    DEPOIS DO APAGÃO – Alberto Dines

     As responsabilidades da mídia
    Por Alberto Dines em 13/11/2009 (Comentário para o programa radiofônico do OI, 13/11/2009)
     
    Além da corrida para descobrir as causas do apagão da terça-feira (10/11), a mídia está empenhada em, pelo menos, mais uma competição: qual o apagão mais grave, o de Lula ou o de FHC, em 2001?
    Até agora não apareceu um modelo ou aparelho medidor de apagões e, mesmo que apareça, a questão é enganosa, acionada por uma radicalização política que a mídia não deveria encampar.
    O que se torna necessário neste momento não é um ranking dos apagões – ou black-outs – mas uma mudança de mentalidade capaz de acrescentar aos grandes projetos sistemas de acompanhamento permanentes. Barragens, estradas, portos, aeroportos, escolas ou hospitais nunca deveriam ser considerados definitivamente prontos. São ações permanentes, contínuas.
    A pressa em festejar o fim de uma obra pública leva os políticos a imaginar que a sua missão foi cumprida ao descerrar a respectiva placa comemorativa. Na verdade nosso mal é a febre das inaugurações, a ânsia de cortar fitas sem dar atenção às obras complementares integradoras.
    Pauta contínua
    Nossa rede de geração e distribuição de energia elétrica estará sempre defasada e obsoleta se não for permanentemente monitorada, reparada e implementada.
    Catastróficas enchentes se sucedem em todo o país ao longo do ano provocadas pelas mais variadas causas – sobretudo pelo aquecimento global – mas ninguém vai verificar como está o desempenho das represas e canais recentemente inaugurados para resolver o problema.
    O sistema de agências reguladoras foi criado justamente para manter alto o padrão de funcionamento dos serviços públicos, mas quem regula as agências reguladoras? Teoricamente o Legislativo, mas o nosso Legislativo está gazeteando há quase um ano. Restam os tribunais de contas, o Ministério Público e... a mídia.
    Se a mídia converte tudo numa rinha de galos e esquece de concluir o que levantou no mês passado fica difícil evitar que os apagões virem moda.
     
    11/11/2009

    Indígenas anunciam confronto caso seja aprovada a hidrelétrica de Belo Monte

    Foto de Daniel Beltrá, cortesia, The Prince’s Rainforests Project and Sony

     

    Foto de Daniel Beltrá, cortesia, The Prince’s Rainforests Project and Sony 

    O aviso está em uma carta enviada a Lula por indígenas de pelo menos 15 etnias diferentes. O documento também foi encaminhado ao presidente da Funai

    Aline Scarso, Radioagência NP
    Indígenas anunciaram que estão dispostos a entrar em confronto com os brancos, caso seja instalada as obras da hidrelétrica Belo Monte, no curso do Rio Xingu, no Pará. O aviso está na carta enviada ao presidente Lula por indígenas de pelo menos 15 etnias diferentes, que estiveram reunidos até segunda-feira (02) na comunidade Piaraçu, em Mato Grosso.
    O documento também foi enviado ao presidente da Funai (Fundação Nacional do Índio), Márcio Meira, que é favorável à construção da usina. As comunidades tradicionais acreditam que um possível confronto pode ocasionar mortes, mas não vêem alternativa diante do descaso do governo.
    Segundo eles, a hidrelétrica Belo Monte irá inundar suas terras, além de aumentar o desmatamento na região e alterar a vida do rio Xingu. As comunidades também não foram consultadas do projeto que irá para leilão ainda este ano.
    O caso de Belo Monte também foi apresentado à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, em Washington (EUA). A Comissão irá avaliar os impactos ambientais e os prejuízos causados às comunidades afetadas.

     

    Texto do síto do Brasil de Fato

    Fotos do povo Enawenê nawê 

    (http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/09/090929_tribo_exhibition_mv.shtml)

    Voltando ao bom hábito de divulgar fotos maravilhosas

     

    Concurso da Nikon escolhe melhores microfotografias do mundo

    http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/10/091022_nikonsmallwordfn.shtml (aqui tem mais!)

    Acima, a vencedora, foto da planta 'Arabidopsis thaliana', tirada por Heiti Pavez, da Universidade de Tecnologia da Estônia.

    James Hayden, Instituto Wilstar, Pensilvânia, Estados Unido (Foto: Cortesia do Concurso Nikon Small World)

    Foto de James Hayden do ovário de um peixe-diabo, ampliado quatro vezes.

    Bruno Vellutini, Centro de Biologia Marinha da USP, Brasil (Foto: Cortesia do Concurso Nikon Small World)

    Bruno Vellutini, da USP, com a foto da superfície oral de uma estrela do mar, numa ampliação de 40 vezes.

    Apagão

    Ildo Sauer: Um problema de gerenciamento

    Atualizado em 11 de novembro de 2009 às 19:10 | Publicado em 11 de novembro de 2009 às 19:08

    por Luiz Carlos Azenha

    O Brasil não corre o risco de um novo racionamento de energia, como o que aconteceu em 2001 e 2002. O Brasil produz quase duas vezes mais energia do que necessita. O sistema elétrico brasileiro é o mais adequado ao País. O setor elétrico recebeu os investimentos necessários para geração e transmissão de energia para superar a crise do setor que explodiu durante o governo de Fernando Henrique Cardoso.

    Tudo isso me foi dito hoje pelo professor Ildo Sauer. O que há em comum entre os blecautes de 1999 e o de 2009? O sistema integrado permite que São Paulo empreste energia ao Nordeste -- e vice-versa. Isso é benéfico para o país, mas também tem riscos embutidos. O gerenciamento do sistema precisa ser claro, hierarquizado e com uma cadeia bem definida de responsabilidades. Esses problemas deveriam ter sido superados pelo novo marco regulatório, implantado em 2003 e 2004 pelo governo Lula. Não foram, como ficou óbvio no blecaute de ontem.

    A não ser que tenha havido sabotagem ou uma tempestade elétrica de grandes dimensões, os problemas de gerenciamento ficam demonstrados, já que idealmente os técnicos deveriam ter tido a capacidade de isolar um problema e evitar que uma emergência local se espalhasse. Em vez de gritar "conspiração" -- o que alguns fazem automaticamente -- ou de fazer terrorismo midiático, seria mais interessante se concentrar nos problemas reais, que existem no Brasil e em São Paulo.

    “O apagão de cada um”

    “O apagão elétrico tirou o foco da escuridão política que toma conta da coalizão demotucana.

    Breu nº 1: a economia cresce à velocidade de 8% a 10% ao ano neste final de 2009;

    Breu nº 2: a aprovação ao Presidente Lula sobe de 65% para 68% ;

    Breu nº 3: Dilma cresce na pesquisa Vox Populi e soma 19% de intenções de voto; Serra ainda lidera mas perde 4 pontos.

    Breu nº 4: o arestoso governador de SP perde, sobretudo, espaço no PSDB nacional: "Aécio é mais amplo politicamente que o governador José Serra.” A avaliação é do presidente do partido, Sergio Guerra, na UOL”.

    (Carta Maior e o apagão de cada um; 11-11)

    11/9/2009

    Nota da Central Única dos Trabalhadores sobre os acontecimentos na UNIBAN

    A Central Única dos Trabalhadores vem a público manifestar seu total repúdio à violência sexista contra a estudante Geisy Arruda, de 20 anos, que foi ameaçada e agredida verbalmente dentro da Universidade Bandeirante (UNIBAN), no último dia 22. Não bastasse esse lamentável episódio, a UNIBAN decidiu expulsar a estudante de seu quadro acadêmico.
    Criminalizar uma mulher pela violência ocorrida contra ela própria é inaceitável e contribui para banalizar e justificar os elevados índices de crimes contra as mulheres que ocorrem em todo nosso país.
    A Universidade deve ser um espaço que possa contribuir para formação da cidadania, para o convívio com o diferente, para o aprendizado do respeito às diferenças. O ocorrido dentro da UNIBAN e a medida tomada por esta universidade vão exatamente no sentido oposto. São atos que vão contra a democracia, de extrema intolerância e de desrespeito à autonomia das mulheres sobre seus corpos.
    A CUT tem entre seus princípios a luta por uma sociedade livre de qualquer tipo de exploração e preconceitos, uma sociedade na qual homens e mulheres possam viver livremente. Os acontecimentos na UNIBAN evidenciam o quanto esta luta se faz atual e necessária. Não nos calaremos diante de manifestações de violência sexista – Violência Contra as Mulheres, Tolerância Nenhuma!
    Artur Henrique Santos                                                          Adi dos Santos Lima
    Presidente Nacional da CUT                                                Presidente CUT SP
    Rosane Silva                                                                         Sonia Auxiliadora Vasconcelos Silva
    Secretária Nacional da Mulher Trabalhadora da CUT         Secretária da Mulher Trabalhadora da CUT SP
    Rosana Sousa                                                                      Luciana Chagas Geremias
    Secretária Nacional da Juventude da CUT                         Secretária da Juventude CUT SP

    11/8/2009

    Do Blog do Azenha

    Opinião

    Tas, Bonner, Huck

    Atualizado em 05 de novembro de 2009 às 18:38 | Publicado em 05 de novembro de 2009 às 18:31

    1) Ali Kamel, dimensão intelectual dos irmãos Marinho em toda a sua plenitude -- os três juntos, diga-se --, lança um livro de 900 páginas dedicado a reproduzir os discursos de Lula.

    2) Marcelo Tas, subintelectual cômico, lança uma livro com frases do Lula.

    3) Caetano Veloso, intelectual velho, repisa -- como cabe aos velhos fazer -- a gramática do Lula.

    Nem brilho próprio essa gente consegue produzir, mais. Nem com financiamento da Phillips, patrocínio da Vale ou verbas públicas captadas pela lei Rouanet. É o chamado brilho por associação. Nos velhos tempos, mais conhecido como "oportunismo". Nesse ritmo, a vida intelectual brasileira caminha rapidamente para se resumir a uma troca de tuiters entre o William Bonner, o Mano Menezes e o Luciano Huck.

    11/5/2009

    Lulismo

     

    Ele é o cara!

    1
    Mas quem é mesmo esse Lula
    Que é tão cantado em Cordel?
    É terror de coronel,
    Pancada em quem especula,
    É teimosia profética
    É força e garra com ética
    É Cristo, É Gandhi e Guevara,
    Que enfrenta parada dura,
    Sem perder nunca a ternura...
    Por isso que ele é O CARA.
    2
    Lula é a quintessência
    Dos levantados do chão
    De quem venceu no Sertão
    A seca e a prepotência;
    É quem não teme perder
    Porque aprendeu vencer...
    É essa energia rara
    Que herdou de Dona Lindu
    Num Sertão tostado e cru
    Por isso que ele é O CARA.
    3
    Lula driblou o destino
    Com coragem e luta vasta,
    Quebrou a casca da casta
    Reservada ao nordestino
    Que não herdou sesmaria
    Nem veio da academia
    Que ao descer do pau-de-arara
    Em vez de ser delinqüente
    Transformou-se em presidente...
    Por isso que ele é O CARA.
    4
    Lula é quem reescreveu
    A cartilha do ABC,
    Soletrou greve e PT
    Cresceu e apareceu...
    Reescreveu a história
    Dando glória pra os sem glória
    Quebrando outro pau-de-arara
    Que é o símbolo da tortura
    E enterrou a ditadura...
    Por isso é que ele é O CARA!
    5
    Depois nós vimos Luis
    Na Caravana que ia
    Parir a cidadania
    Das entranhas do País
    Peitando soba e alcaide
    Dando um chute no apartheid,
    A estupidez que separa
    Brasil de fêmea e de macho,
    Brasil de cima e de baixo...
    Por isso que ele é O CARA
    6
    Depois foram as eleições,
    Factóides e firulas,
    Fabricaram os anti-lulas
    Ganharam três votações;
    Quanto mais Lula perdia
    Mais o Brasil sucumbia
    Num berço "esplêndido", de vara
    Depois que Lula ganhou
    O gigantão acordou
    Por isso que ele é O CARA.
    7
    Lula ganhou, assumiu
    Começou a juntar caco,
    Danou-se a tapar buraco
    Levantando o que caiu...
    Deu um basta nos desleixos
    Botou o Brasil nos eixos
    Apagou muita coivara
    Provou de maneira incrível
    Que outro Brasil é possível
    Por isso que ele é O CARA

    8
    Criou o SAMU urgente
    Remédio barateado,
    Fez o SUS humanizado
    Fez o Brasil Sorridente
    Combatendo as endemias
    Evitando as pandemias
    Saneamento dispara
    Que é obra que não faz foto
    Que dá saúde e não voto...
    Por isso Lula é O CARA.
    9
    Universidade Aberta
    ProUni em todas cidades
    Novas universidades
    E muita extensão aberta,
    Brasil Alfabetizado
    Mais professor concursado,
    FUNDEB, nem se compara...
    Mesmo sem diplomação
    Está diplomando a nação
    Por isso Lula é O CARA.
    10
    Fez os Pontos de Cultura
    Respeitando a identidade
    Forjando a diversidade
    Promovendo Mais Leitura
    Folclore, Vídeo e cinema
    A Música, a Dança, o Poema,
    Está tudo mais odara...
    Exclusão virou insulto
    Hoje o Brasil é mais culto...
    Por isso Lula é O CARA.
    11
    Pra quem lavra a terra dura
    Temos mais assentamentos
    Pronaf tem mil aumentos
    Melhorando a agricultura
    E para acabar engodos
    Lula fez o Luz pra Todos
    A casa rural `stá clara
    O campo está produzindo
    E a fome se esmilingüindo
    Por isso Lula é O CARA.
    12
    Leva o seu discurso afoito
    Sem temer fama ou acinte
    Tornou viável o G-20,
    Ajoelhou o G-8
    Soma-se à Rússia e à China,
    Dá apoio à Palestina
    Aos donos do mundo, encara;
    Ao Mercosul não desfalca
    Fez o enterro da ALCA
    Por isso que ele é O CARA.
    13
    Não fala russo, alemão,
    Nem francês e nem inglês
    Fala mesmo o Português
    Falado pelo povão
    Fala com crânio e com alma
    Só sai debaixo de palma
    Sapatos ninguém dispara.
    E embaixador sem sapato,
    Isso acabou-se de fato
    Por isso Lula é O CARA.
    14
    Veio a crise mundial
    Disseram estamos de esmola
    Lula disse: Isso é marola
    Ninguém perca o alto astral
    Quem disse que o Brasil quebra,
    Quebra a cara e não celebra
    O caos e se desmascara...
    E hoje o Brasil está aí
    Credor do FMI
    Por isso que ele é O CARA.
    15
    O petróleo do Pré-Sal,
    Os gringos tiveram um troço
    Pois Lula disse que é nosso
    Pra redenção nacional
    Na de novos `iraques´
    Muito menos Petrobrax
    E há dias Lula declara
    Que não ta nem aí
    Pra os bestas da CPI...
    Por isso que ele é O CARA.

    Crispiniano Neto * - Poeta Popular, membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel.
    Crispiniano Neto é natural de Santo Antonio do Salto da Onça (RN). É Engenheiro Agrônomo, Advogado, Jornalista, violeiro, repentista, dramaturgo e escritor de cordel. Militante durante anos dos movimentos sociais, ele é autor de 120 folhetos de cordel, além de 11 livros publicados e um CD com poemas musicados. Uma de suas importantes obras é o livro 'A verdade é prá ser dita', publicado em 1981. Ele também é autor da peça teatral 'O auto da liberdade' de Mossoró.

    10/30/2009

    Dilma presidenta

    Dilma e Lula em out de 2009

    Em 2010, queremos eleger a ministra Dilma para presidenta de República.

    Não só pq ela vai continuar o processo de superação do neoliberalismo apenas iniciado no governo Lula; mas pq precisamos avançar, e muito, em um projeto de transformação social no Brasil.
    Não será tarefa fácil. Teremos que construir um programa de governo que avance no campo popular ao mesmo tempo em que continue com o processo desenvolvimentista já em andamento, com a realização de reformas estruturais.
    É notório que a vida da população brasileira tem mudado, precisamos garantir que isto continue.
    Chega de capitalismo!
    8/16/2009

    Vídeo Índio Brasil

    corumbiara_div_300

    Nesta semana, em Campo Grande, acontece a segunda edição do Vídeo Índio Brasil.

    A exemplo do ano passado tem apresentação de filmes pequenos e longos, ficção e documentário, feitos pelos índios e/ou sobre eles. Tem tbém debates, palestras, oficinas e outras atividades relativas ao tema.

    É um acontecimento maravilhoso!

    Somente nestes tipos de eventos temos a oportunidade de ver e ouvir histórias e relatos e experiências sobre os povos indígenas em uma grande e diferenciada quantidade e qualidade.

    Além dos povos que vivem no Brasil, têm filmes sobre os que vivem na Bolívia e no Canadá (Quebec).

    Estou indo nas sessões de filmes. Difícil dizer o que estou gostando mais.

    Tudo é muito sensacional e importante. Também é muito triste ver a realidade que os ocidentais imputaram aos moradores do continente denominado americano.

    A falta de respeito a estes povos é flagrante e desumana. Não é possível acreditar que quem faz o que faz com os índios seja humano.

    Hoje, entre outros, vi o documentário Corumbiara. É, numa parte, a história de perseverança de um cineasta e um indigenista na busca de uma verdade: provar que houve um massacre a um povo indígena na gleba Corumbiara em Rondônia em meados dos anos 80; e, de outra parte, o sofrimento e a desagregação física e espiritual de um povo que estava "no caminho do progresso".

    Vinte e três anos depois, Vicent Carelli (o cineasta), conseguiu terminar o documentário e denunciar ao mundo (com provas)  o ocorrido.

    Quantos povos e índios devem ter sofrido este mesmo tipo de esbulho e violência ao longo da ocupação ocidental neste continente? Basta ver os números da população indígena estimada no Brasil em 1500 e quantos são hoje, só para citar um exemplo.

    Todos presentes no Cinecultura ficaram emocionados.

    Umas cenas me chocaram profundamente, outras me deram uma sensação de êxtase impressionante. Particularmente teve uma cena fantástica. Meu coração acelerou como se eu estivesse ali. Foi quando a equipe da Funai (o indigenista Marcelo Santos e outros), o cineasta e dois jornalistas encontraram dois índios isolados (que depois confirmariam como sendo sobreviventes do massacre de 1985). É indescritível.

    Vcs têm de dar um jeito de ver este documentário.

    Coincidentemente, hoje em Gramado, no RS, teve a divulgação dos vencedores do Kikito de Ouro. Corumbiara ficou com cinco prêmios: melhor filme do Júri Popular, melhor filme, melhor direção, melhor filme de estudantes de cinema, melhor montagem.

    Merecidamente.

    A imagem acima peguei na página do UOL que trata da premiação em Gramado e foi tirada no primeiro contato.

    Explosões

    Das 16h51 às 17h31 do dia 29 de julho de 2009 entre Aquidauana e Miranda/ MS

     

    6/12/2009

    Belém

    Lugar maravilhoso!
    Amigos fantásticos!

    5/27/2009

    Comida no MS

    Começa na quinta mais uma feira de turismo e gastronomia em Campo Grande.

    Shows, barracas por municípios (e outros países) que mostram suas atrações turísticas, artesanato e uma série de pratos que tentam demonstrar uma "comida típica" por região no estado, entre outros, estão na programação do Salão.

    Se a comida é própria ou não, pouco me importa. Faz tempo que passei a admirar este estado pela sua diversidade e não busco mais uma coisa que nos unem. A diversidade de gente, hábitos, sotaques, músicas e algumas comidas é que é o grande barato disto tudo.

    Anexei algumas fotos dos pratos que concorrem este ano no festival de gastronomia. São dez pratos salgados e dez doces.

    Tentarei provar pelo menos a metade de cada categoria. E os nomes e as receitas estão no portal do salão (http://www.salaodeturismoms.com.br).

    Carne de Sol com Pequi à moda DIB Lasanha de Pintado com Creme de BocaiúvaCordeiro RecheadoPintado à Costa LesteTilapia à Cocais    Arroz do Vale do Aporé  Bacalhau Pantaneiro  Linguiça de Maracaju com Arroz de Guariroba  Paçoca de Carne Doce de Leite Campestre Pudim de Soja Segredos do Cerrado Sonhos Pantaneiros Sorvete com Rapadura de Cumbaru Sorriso de Mandica

    As atrações culturais do Salão

    Programação Cultural


    27
    /05/09 - Música: Orquestra Revoada Pantaneira (21h)
    28/05/09 -  Grupo Vocal Vida & Voz - Região Vale das Águas
                       Música: Eulália Helena - Região Vale do Aporé
                       Música: Mário Geison & Elcio Viola - Região Cone Sul
                       Música: Bruno e Thiago - Região Cone Sul
                       Música: Almir Sater (21h)
    29/05/09
    -  Música: Rangel, Gabriel e Dionatan - Região Pantanal
                       Oficina de Dança da Fundação de Cultura e Turismo do Pantanal
                       Dança: Folclore Fronteiriço - Região Caminhos da Fronteira
                       Música: Carlos Fábio e Pacito - Região Grande Dourados
                      Música:  Dino Rocha e Renato Borghetti (21h)
    30/05/09 - 
    Música: Jabá e Banda - Região Costa Leste
                       Dança: Grupo Catira do Taboado - Região Costa Leste
                       Música: Osmar de Gaita - Região Serra da Bodoquena
                       Dança: Touro Candil - Região Serra da Bodoquena
      Música: Chalana de Prata /  Yamandu Costa e Guto Wirtti (21h)
    31/05/09 -
      Violeiros e Baileiros - Região Caminho dos Ipês
                       Engenho Novo - Região Caminho dos Ipês
                       Música: Mario Luiz Corrêa dos Santos - Região Rota Norte
                       Dança: Do Gaúcho ao Sul-Mato-Grossense - Região Rota Norte
    Teatro infantil - Espetáculo: O Palhaço no meio da rua - Circo do Mato (18h)